-+

Dicas para o seu coração funcionar melhor

8 setembro 2011

A expectativa de vida do brasileiro está na faixa dos 72 anos, de acordo com os mais recentes levantamentos do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa. Em 2000, o tempo médio de vida de nossa população era de 70,5 anos. E quando a pessoa começa a ganhar idade, a incidência de doença cardiovascular (DCV) aumenta consideravelmente, chegando a 50% daqueles com idade superior a 75 anos.

Quando falamos de doença cardiovascular, automaticamente pensamos em problemas que afetam somente o coração, mas ela é muito mais abrangente, incluindo problemas nos vasos sanguíneos e doenças vasculares cerebrais, que podem levar até a morte.

No decorrer da vida, quando adquirimos mais idade, nossos corpos passam por mudanças drásticas no metabolismo, no equilíbrio bioquímico, na imunidade, problemas emocionais, entre outros, deixando o indivíduo com metade do potencial de quando era mais jovem. Com a idade, o sistema cardiovascular sofre várias alterações, como alterosclerose, diminuição da distensibilidade das artérias, comprometimento da condução do estimulo elétrico no coração, que, em alguns casos, podem causar arritmias, e redução na função adaptativa da pressão, diminuindo a adaptação postural.

Pesquisas apontam que a maior causa de morbidade e mortalidade nos idosos são as doenças cardiovasculares, sendo que as coronárias causam algo em torno de 70 a 80% das mortes e a insuficiência cardíaca é apontada como a principal causa de internação.

Coordenador do Centro de Hemodinâmica e Intervenções Cardiovasculares do Hospital Bandeirantes (SP) e diretor da Angiocardio, Dr. Hélio Castello explica que o diagnóstico de doenças cardiovasculares, especialmente nos idosos, tem de ser feito minuciosamente, pois alguns sintomas podem ser confundidos com outras doenças. “A avaliação clínica deve ser realizada com calma e cuidado especial, pois requer uma investigação mais precisa, já que com o tempo o individuo tem a tendência a se acostumar com sinais e sintomas que podem representar uma doença em fase inicial, mas que o mesmo confunde com um estado normal da velhice. Além do fato de que a presença de outras condições clínicas, tais como dores osteoarticulares, por exemplo, podem causar confusões no momento de se diagnosticar”, explica o cardiologista.

Com o avanço da tecnologia, muitos quadros diagnosticados de doenças no coração puderam ser tratados e revertidos. O cateterismo é um exemplo claro deste avanço. Este procedimento considerado simples e seguro pelos médicos, com risco de morte de apenas 0,5%, consiste em um cateter introduzido numa artéria na região da virilha até o coração. Assim, é expelido um fluído que, em contato com o sangue, produz um contraste que permite saber qual veia está obstruída. “A taxa de sucesso deste procedimento é de 97% e com isso conseguimos diminuir o risco do paciente de 50% para cerca de 5% de morte após um infarto”, enfatiza Castello.

Quando o diagnóstico é feito em hospitais que não possuem cateterismo, o paciente é tratado através de medicamento na veia, a fim de tentar dissolver o coágulo de sangue que entupiu a artéria, o que não é tão eficaz.

 

Recomendações a portadores de problemas cardíacos:

 

Controle seu colesterol, evitando ingerir frituras. Dê preferência a grelhados;

Não fume. O tabaco é um dos principais vilões do coração;

Não coma açúcar em excesso;

Evite bebidas alcoólicas;

Abuse de frutas e verduras;

Evite ingerir sal em excesso;

Controle a pressão arterial;

Pratique atividade física.